Mesmo sem muita vontade, fui assistir a "Sherlock Holmes" nos cinemas, pronto para odiar. Contra todas as possibilidades, eu acabei adorando o filme. Se pelo trailer e as cenas inciais comecei esperando uma mistura de Vidocq (nada contra) com A Liga Extraordinária, o resto da trama realmente me empolgou. Primeiro, porque pulou toda aquela besteira de origem que parece estar em moda desde Batman Begins. Aqui não tem disso: o filme já começa com Holmes e Watson velhos amigos, famosos e prestes a se separarem por conta do casamento do bom doutor. Isso ao mesmo tempo não invalida as outras aventuras da dupla (elas aconteceram antes desta) e ainda nos traz algo novo.
E por falar em novidade, o grande mérito desta adatação é realmente este: mudar aquela velha figura que fazíamos do detetive. Chega de boné de caça e Watson gorducho, temos tudo reformulado o que, aliás, nunca foi proibido, não é mesmo? É estranho que vários outros ícones (James Bond, Drácula, Frankenstein...) tenham tido versões diferentes ao longo dos tempos, enquanto a criação de Conan Doyle estava agarrada no mesmo formato. Acho que este é o grande propósito de um novo filme, ou caso contrário poderíamos ter chamado o Zack Snyder para dirigir.
Como não poderia deixar de ser, uma continuação está em vista, desta vez com o inigualável Professor Moriarty, e rumores dizem que Brad Pitt pode pegar o papel. Pode parecer estranho, mas Guy Ritchie e sua turma ganharam minha confiança. Embora eu ainda imagine como Geofrey Rush se sairia como o Napoleão do Crime..
Embrulhe meu carinho e dor, Aqui eu vou Cantando baixo, Adeus, Graúna...,
Aonde alguém me queira bem, O mel é doce, você também Adeus, Graúna...
Ninguém aqui pode me entender ou amar Ah, que histórias tristes vêm me contar Arrume minha cama, e deixe tudo aceso Hoje eu não posso chegar cedo Graúna, adeus...