"Há muito tempo, antes que os macacos se pusessem de pé, uma raça antiga visitou o planeta Terra, e plantou lá a semente de sua ressurreição. Eles vieram de Vênus, um planeta que entrou num sono profundo de milhões e milhões de anos, até que os seres humanos vieram ressuscitá-lo.
Na era humana, em que a raça dominava o planeta com suas construções e monumentos, uma equipe de pesquisadores encontrou uma ilha no Oceano Pacífico onde se erguia um templo colossal e estranhas árvores brotavam. Um enorme poço se erguia no centro desta ilha, e ao cair lá, um membro da equipe deu sua própria alma como fagulha para a ressurreição do planeta Vênus. A Luz de Lázaro, um enorme feixe luminoso saído do poço, cruzou o espaço e atingiu Vênus, que em uma questão de minutos voltou a ser o que era há tantas eras.
Rios brotaram onde brotavam antes, as árvores cresceram onde antes cresciam e cada ser vivo retomou seu curso exatamente de onde havia parado antes. O planeta estava vivo de novo, e habitado pelos seres mais bizarros.
Foi neste mundo que nasceu Léo R."
Imagine uma saga de fantasia sandália e espada onde os personagens preferem tomar uma cachaça a uma caneca de vinho, as ladras gostosas são mulatas e o herói é uma mistura de Phillip Marlowe, Brian Mills e Zé Pequeno.
Estou pondo para download o início livro do primeiro volume desta saga, com o herói Léo R. Tenho material para criar várias outras histórias, com este e vários personagens. Depende apenas da opinião do público. Façam o download e mandem uma mesagem para matheusfferraz@bol.com.br com criticas e/ou sugestões. Sua opinião é a coisa mais valiosa do mundo.
Olha, mamãe, como estou escrevendo bem!!! - parte 2
ou, trate seu leitor como uma vadia
Reunindo o material para o meu novo e-book (notícias muito em breve) e trabalhando numa livraria, onde tenho acesso a muitas orelhas, acabei desenvolveno uma teoria sobre a relação entre autor e leitor.
Vocês devem se lembrar de um certo autor mencionado aqui antes, que foi crucificado por nossos pecados e fazia a Madre Tereza parecer Adolph Eichmann, mas cuja veia literária não passava de um capilar? Bem, acabei descobrindo que muitos, MUITOS autores independentes confundem sua persona na vida real com sua persona literária. Isso é uma coisa que nós aprendemos na aula de teatro: desvincule-se completamente de sua personalidade artística. São coisas diferentes.
A maioria destes autores (e eu me incluo) são "meninos de ouro", melhores alunos de redação da classe e que acham que devem ser gente fina com os leitores assim como o são com suas mães.
Foda-se esta merda.
Há duas formas de fazer isso: você pode ser o amigo sacana, aquele que se senta ao lado do leitor para curtir a história, e de vez enquando solta um peido ou dá um tapa na cara dele. Ou você pode ser a dominatrix: enfie o leitor numa roupa de couro e lhe dê umas chicotadas. Não trate o leitor bem: ele quer apanhar, e você deve satisfazê-lo. Você nunca vai fazer o leitor rir, chorar ou ter qualquer tipo de reação especial se você for bonzinho com ele. E sem uma reação destas, como diabos você pretende escrever algo memorável?
Você acha que Romeu e Julieta seria a maior história de amor de todos os tempos se os dois ficassem juntos no final? Ou que alguém se lembraria de O Médico e o Monstro se o simpático Dr. Jekyll não tivesse sua vida brilhante arruinada pelo vício?
Ataque o leitor. Faça personagens simpáticos sofrerem. Deixe o vilão vencer. Provoque feridas. Deixe-o arrasado, mesmo que seja para que a vitória final seja mais triunfante. É necessário uma marca, seja uma ferida ou uma cicatriz fechada.