A vida de Matheus na Bolha
 


Britanny Murphy

 

Nada me deixa mais irado do que ver uma tetéia destas se tornar consumidora dos Produtos Coringa...



 Escrito por M. Ferraz às 15h24
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Música do Dia

Chemichal Brothers e Flaming Lips - The Golden Path



 Escrito por M. Ferraz às 13h01
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A noite da crueldade (Dangerous Game, 1987)

 


Vou falar a verdade: por mais que goste de assistir filmes obscuros e sem nenhuma referência, na maioria das vezes eu me arrependo. Mesmo que eu tenha assistido a muitos dos meus filmes favoritos sem nunca ter ouvido falar deles antes, guiado apenas pelo instinto, (pérolas como Caçadores de Mercenários, As Condenadas e Family Portraits se incluem nesta categoria), nunca dá para prever. Você pode pegar uma maravilha, uma porcaria ou algo simplesmente esquecível.

A Noite da Crueldade é uma porcaria. Não é uma porcaria completa, mas ainda assim é uma porcaria. A capa promete um slasher bacana, protagonizado por um policial assassino. Esperava algo como Maniac Cop, uma das minhas maiores referências (até homenageei no meu curta Maniac Teacher), até pelo nome do diretor Stephen Hopkins, que fez A Hora do Pesadelo 5, Predador 2 e (coff coff) Perdidos no Espaço. Me decepcionei. Muito.

Pra começar, há muitos detalhes legais espalhados sem critério, e que se fossem bem amarrados gerariam um produto bem melhor. A figura do policial assassino, por exemplo. O guarda Murphy (Steven Grives) não é uma besta sobre-humana ou um assassino frio. É sim um sujeito solitário e depressivo, abandonado pela noiva e demitido do emprego, que depois de um acidente se vê na necessidade de exterminar um grupo de jovens para não ir pra cadeia. Bem diferente do usual, não?

Dois jovens paspalhos, insossos e completamente anos 80, chamados Jack e David estão planejando passar a noite com duas garotas paspalhas, insossas e completamente anos 80, Kathryn e Ziggy, e o amigo Tony. Esqueça o assassino, a única coisa realmente assustadora no filme é o cabelo de David, um nerd nojentérrimo, que se acha o máximo invadindo sistemas virtuais no seu computador arcaico.

Entra em cena policial Murphy (que infelizmente não é o Robocop). Tendo uma rixa com Jack por conta de uma desavença com o pai do garoto, Murphy fica na sua cola o tempo todo, aproveitando qualquer desculpa para meter uma multa na fuça do otário. Mas as coisas vão longe demais, o que acaba com Murphy sendo demitido da polícia sob acusação de perseguição e abuso de poder. Vale citar que na cena em que ele confronta os rapazes, temos um momento completamente deslocado e inexplicável, quando Tony tem uma premonição com os eventos futuros daquela noite (o que NUNCA é explicado ou mencionado de novo).

Assim, nosso grupo de idiotas, felizes da vida por ter Murphy fora de seu caminho, resolve fazer uma aposta. David diz que é capaz de entrar em qualquer sistema de qualquer loja na cidade, e eles resolvem abrir a tranca eletrônica de uma imensa loja de departamentos e entrar no meio da madrugada. David, declarando ser um dos grandes gênios da humanidade, digita algumas letras verdes na sua geringonça e a tranca se abre.

Os cinco patetas vão até a tal loja para confirmar se a porta está aberta, e, como estão por lá mesmo, resolvem dar uma entradinha. Mas o que eles não sabem é que Murphy os estava espionando enquanto entravam.

Agora me diga uma coisa: se você fosse um policial, expulso da corporação sob acusação de abuso de poder e visse os mesmos caras que te denunciaram invadindo propriedade particular no meio da noite, o que faria? Chamaria o resto da força policial, prenderia os meliantes no flagra e seria saudado como herói? Ou invadiria o lugar, trancado a todos lá dentro e quebraria tudo só para dar um susto nos invasores? Murphy (que aparentemente não bate bem das bolas) escolhe a segunda opção.

Assim, ainda temos um pouco de desenvolvimento dos personagens. Eles andam pra cima e pra baixo, Jack come Kathryn, David come Ziggy (ou o contrário, sei lá), Tony não faz nada, e por aí vai, até que eles descobrem que estão presos lá dentro. Decidem então esperar até o amanhecer, quando a loja vai abrir, para então se misturar aos clientes e irem embora sem ser descobertos.

E aí temos a cena mais bisonha do filme, quando Murphy aparece de peruca, e fantasia com um bastão de beisebol (esse cara tá realmente precisando transar!) e começa a quebrar tudo para assustar os panacas. Então, num acidente idiota, ele enfia uma faca em Tony (e esse é o máximo de gore que você vai ter por aqui, rapazinho). Desesperado, ele decide que precisa exterminar todas as testemunhas, o que inclui muito corre corre, cenas estúpidas e um final surpresa estilo A Noite das Brincadeiras Mortais, que só torna tudo mais chato.

Tenho muitos problemas com este filme, mas o principal é o número de decisões idiotas que os personagens tomam. É claro que a maioria dos personagens de slashers são burros igual uma porta, mas aqui são muitas coisas a se relevar. Além do plano ridículo de vingança de Murphy, temos a completa falta de estratégia dos personagens principais. Já que estamos sendo perseguidos por um maníaco dentro de uma loja de departamentos, que tal quebrar algumas vidraças para disparar algum alarme para chamar a polícia? Nenhum deles pensa nisso, e só o que conseguem fazer é se separar o tempo todo, para serem pegos das formas mais idiotas.

No fim, A Noite da Crueldade é indolor, divertido, até. Tem algumas cenas de perseguição tensas (pero no mucho) e um vilão interessante. Mas se você quer um bom slasher, tem muitas outras opções melhores por aí. No máximo, é um bom Supercine, e olhe lá.



 Escrito por M. Ferraz às 13h01
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Elis Regina e Jece Valadão - "Gardel"



 Escrito por M. Ferraz às 13h21
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Preciso dar um jeito nestas espinhas...

Crianças, não façam maquiagem de efeitos com tinta de bolo: essa merda agarra na pele por semanas.



 Escrito por M. Ferraz às 21h18
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